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domingo, 4 de março de 2012

Algodoal

Em Capanema, percebi que já estava a quase quatro dias sem usar a internet. Daí, comecei a acessar de um cyber, que apesar de ter uma galinha como freqüentadora assídua, tinha uma internet muito digna. De lá acertei com o povo a minha ida pra algodoal e marquei com o meu amigo, o Rafael, na rodoviária de Castanhal que é metade do caminho Marudá, onde se costuma pegar o barco pra ilha.

Tudo ocorrido como o planejado, chegamos em Algodoal e montamos a barraca no camping ABC, uma péééééssima idéia... Não havia nenhuma sombra que protegesse as barracas de manhã, ou seja, sem teto pra dormir depois da noitada. O jeito foi armar uns panos debaixo de uma árvore na praia e puxar um ronco por lá. Outra coisa podre desse camping: eles tem apenas dois chuveiros com sanitário pra mais de 100 pessoas... logística inviável né? Já imaginou o que é acordar de manhã e não ter onde fazer aquele pipis??? Pra gente que é homem uma beleza, e pras meninas???

Tirando isso foi tudo perfeito, o réveillon foi incrível, encontrei com um monte de gente legal e fui passar o resto da minha estadia acampado no quintal de um bar onde estava o meu irmão e os amigos dele. Foi mais legal ainda, lá tinha cerveja na mão, sombra pra dormir e a tia do bar que adorava mimar a gente :P

A minha principal descoberta esse ano foi o Princesinha, um bar maravilhooooso que fica depois da travessia, antes da praia da princesa. O papo é ir ouvir uma boa música e tomar um caldo de feijão por lá. A Márcia, dona do bar, e os amigos dela são pessoas incríveis que eu adorei conhecer. O povo lá é todo engajado na preservação da ilha e luta bastante contra a especulação imobiliária no local.

Os últimos dias, eu passei sozinho com o meu irmão e a Ariane, segurei vela meeermo. Mas foi demais ter a ilha toda só pra gente. Ao todo, foram quase dez dias por lá. Não fiz que nem o Targo e o Silas que venderam um monte de roupas pra curtir mais um pouco, mas confesso que tive que controlar pra não fazer isso. Por fim, voltamos cansados, falidos e extremamente felizes.

^^

















Capanema


Descobri que a festa de São Benedito é freqüentada por metade de Belém :P Claro, encontrei um monte de gente conhecida e no meio dessa galera estava um povo de Capanema que conheci no IFNOPAP. Logo fui me convidando pra passar um ou dois dias por lá, já que a minha anfitriã em Bragança estava de partida pra Belém.

Peguei uma carona de Bragança até Capanema, uma cidade bem diferente em que descobri um monte de coisas interessantes ^^






 Capanema cresceu junto com a fábrica de cimento que explora o calcário da região. Algumas dessas minas atingiram o lençol freático e inundaram formando enormes lagoas de água bem limpa. Hoje, alguns desses locais são freqüentados pela população como balneário.

O principal transporte por aqui é moto, eu de enxerido pedi pra ensinarem a andar, mas antes tomamos umas só pq gostamos do perigo :P

sábado, 3 de março de 2012

Tchau Difusão!


Últimos dias no Coletivo Difusão, nem tive tempo de me despedir de ninguém direito... Se eu soubesse que não ia poder voltar tão cedo pra lá :/

São Paulo fora do Eixo


Correria, embolei tudo que eu tinha, joguei na mala. Uma voltinha do outro lado da cidade com o Pedro pra encontrar o Blood e a Déa e comer uma macarronada de despedida. Logo depois, aeroporto.

Desembarquei com o povo do Difusão em SP, pro Congresso do Fórum do Eixo. Como descrever uma parada tão loka e diferente como aquela? Um monte de coletivos reunidos só poderiam resultar em milhares de #ideiasperigosas não é???

A “não grade de programação”, as discussões sobre políticas públicas de cultura, mercado de música,  propriedade intelectual, meio ambiente... Uma fonte livre de acúmulo em diversas áreas em que os coletivos Fora do Eixo atuam, uma experiência única e enriquecedora que, com toda a certeza eu estarei ano que vem :D




 





Algumas fotos foram devidamente roubadas do facebook da Dheik Praia, querida. ^^

sexta-feira, 2 de março de 2012

Novo Airão


No meio de um sono profundo depois de uma noite daquelas... Acordo sendo sacudido com toda a delicadeza que deus deu ao AllanGomes, o despertador do celular não tinha sido suficiente pra me tirar daquela momó infinita....

ACORDA, TU DEVIAS ESTAR A MEIA HORA NA CASA DA BETH, ELAS VÃO EMBORA SEM TI !!!!

Enfiei tudo o que eu achava que ia precisar numa sacola, coloquei uns óculos escuros e saí correndo ladeira abaixo pra encontrar a Beth Gihmel e a Bela Siol a dois quarteirões da Casa. Quando cheguei, elas já estavam dentro do carro, prontas pra rasgar o chão até Novo Airão.

Depois de um milhão de desculpas pegamos a nova ponte sobre o Rio Negro e rodamos por uma estrada linda, repleta de lugares por onde a especulação imobiliária ainda não passou, ou seja, floresta dos dois lados da pista por muuuuitos kilômetros...

Depois de resolver uns assuntos em uma cidade no caminho, fomos conhecer uma praia mega bonita do Rio Negro, onde passamos uma tarde incrível. De lá, pegamos a estrada outra vez e chegamos de noite em Novo Airão.



No dia seguinte,  fomos visitar os moradores mais ilustres da região ^^ ta bom pra vocês???



Os botos cor-de-rosa visitam a comunidade a muitos anos. Hoje, essa relação é intermediada pelo trabalho do ICMbio que é responsável por coordenar essa aproximação e pelo bem estas dos animais, que vivem livres no rio mas sempre retornam atrás dos peixes é claro ^^

Antigamente se vendia a dez reais um prato de peixe para que os turistas alimentassem os botos. O visitantes por sua vez, entravam na água com protetor solar e até mesmo blondor, agredindo é claro, a saúde dos animais. Além disso, o stresse provocado pela excessiva aproximação e fluxo de pessoas, contribuía para a diminuição do tempo de vida dos botos.

Com a criação do Parque Nacional de Anavilhanas  essa aproximação quase foi proibida. Atualmente, o visitante é recebido numa balsa e pode observar  a alimentação e aproximação dos botos que ocorre de uma em uma hora. Também é permitido colocar os pés na água e acariciar os animais. São todos muito brincalhões, um deles prendeu o meu pé com o bico e tentou me derrubar na água :P. Todos os botos são conhecidos pelo nome, uns somem por alguns meses e diversas vezes retornam trazendo com eles mais outro amigo boto.

A história mais interessante que ouvi por lá foi a do Boto Curuim. Ele se aproximou da comunidade meio que pedindo ajuda. O animal havia teve seu bico perfurado por um arpão e estava muito machucado. Os próprios botos haviam tirado o arpão do Curumim que teve seus ferimentos curados pelos ribeirinhos e nunca mais parou de freqüentar a praia de Novo Airão. Ele é reconhecido pelo Bico torto, vestígio da violência que sofreu.

Pensei muito tempo sobre como alguém poderia machucar aqueles animais tão inteligentes. Foi uma oportunidade incrível conhecer tudo aquilo, foi realmente demais. Pra quem for visitar Manaus, recomendo sem dúvida uma esticada a Novo Airão e a Presidente Figueiredo, assunto do meu próximo post ^^

Bruxaria Manauara

Numa festinha dessas lá do Coletivo Difusão, o Allan vira pra mim e pergunta "Filipe, tu és bruxo né?" foi aí que começou uma conversa sobre o movimento pagão de Manaus e sobre a tradição de bruxaria na qual o Allan estava entrando naquele momento, a Tradição Telestérion de Elêusis. 

Pouco tempo depois dessa conversa, fui levado a uma chácara para participar do Ritual de Samhain da Tradição.  Como eu sou um bruxo precavido, tratei de levar o meu tambor xamânico, que modéstia a parte foi muito bem recebido por lá ^^

Foi o início de uma grande amizade com pessoas incríveis e que fazem um lindo trabalho com a Arte por lá.

No período em que estive em Manaus, o povo da TTE me acolheu, me levou pra sair, me convidou para celebrar, se revelaram amigos maravilhosos...  Um dia, espero poder agradecer por todo esse carinho, na verdade até já sei como agradecer, mas vai ser surpresa ^^ Muito
obrigado por tudo seus lindos!