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domingo, 30 de outubro de 2011

Seca na floresta


Yay povo! Seguem uns registros que fiz sobre a estação seca na região Amazônica. O rio Amazonas desce vários metros, provocando uma mudança drástica na paisagem da floresta:



Durante a seca, os barrancos da margem do rio ficam aparentes e também surgem inúmeras praias. Algumas áreas ficam com o solo bem fértil e são usadas para o plantio de pequenas roças.


Ao fundo, uma área próximo a comunidade do Abial. Nem de longe o pequeno filete de água lembra o grande lago que se faz presente na época da cheia.


O remo cravado na lama marca o baixo nível do rio. A foto foi tirada bem distante da margem.


Essa rua costuma ser um movimentado porto durante o período de cheia. Lá atrás pode-se observar várias casas flutuantes.


A água chega bem próximo da árvore nos meses do chamado "inverno amazônico".


A comunidade constrói pontes nas áreas que ainda acumulam muita lama. O caminho entre as duas comunidades feito exclusivamente por barco na cheia, passa a ser feito a pé.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Botos!!!!!



Esse vídeo é resultado de um dia em que fomos acompanhar os botos do lago Tefé, no Amazônas. Assim, a filmagem tah toda doida porque eu tava numa e rabeta, a edição tá mó palha e a trilha era a única que eu tinha, mas tá bem legal, dá até pra ver eles pulando :D

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os flutuantes e a vida na várzea



A maneira como as pessoas vivem integradas com seu ambiente, influencia de modo determinante sua cultura, seus modos de representação do mundo, sua arte, suas moradias e suas relações sociais. Na região do médio Solimões as diversas peculiaridades em relação a outros locais da Amazônia são bem perceptíveis. 

Grande parte da população rural vive por aqui em áreas de várzea, ou seja, em função das cheias e secas dos rios. Durante meses a baixa dos rios afeta diretamente o modo de vida do povo local, já que além da água mais turva e  escassa, os rios secam vários metros e se distanciam das casas, tornando difícil até o abastecimento de algumas cidades e comunidades em determinadas épocas.

Isso faz com que ocorra por aqui um tipo bem diferente de moradia ribeirinha, algo que eu acostumado apenas a ver palafitas, achei bem louco encontrar: os flutuantes. De uma maneira super básica, os flutuantes são casas, currais, estaleiros… construídos em cima de balsas geralmente produzidas com toras de madeira.




O mais engraçado de tudo isso, é que existe certos lugares como em Quari ou no Lago Tefé, onde existem verdadeiros bairros flutuantes. Ao invés de motos e carros, voadeiras e barcos circulam por lá. Também ouvi relatos de que, algumas pessoas preferem morar nos flutuantes por não precisarem comprar terrenos ou viver de aluguel.

O Instituto Mamirauá tem vários flutuantes que servem como base pro monitoramento, pesquisa e transporte nas reservas Mamirauá e Amanã. Eu tive a oportunidade de conhecer um deles, saca só:







Só pra explicar a roupa de explorador da Amazônia… É que passamos a manhã andando de voadeira e a camisa de manga comprida ajuda na hora do sol forte. Tá bom, caqui e verde musgo são pra dar o clima :D

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Zé, seu safado, quantos amigos seus cruzam a Amazônia pra te visitar ein?

EU disse que vinha e vim :D
Essas são algumas fotos que eu tirei com o Zé lá no Instito Mamirauá, em Tefé-AM. O cara veio trabalhar pra cá desde o começo do ano e mais ou menos por esse período, ele começou a me indicar pra fazer alguns freelas a distância. Com isso começou a despertar o interesse de conhecer como as coisas funcionavam por aqui, conhecer os clientes e é claro, viajar :P Na verdade eu tenho trabalhado bastante, não só com os meus projetos de Belém, mas também com os que eu arrumei por aqui.

O Instituto Mamirauá, é responsável por coordernar os trabalhos de pesquisa, monitoramento e desenvolvimento de duas reservas de desenvolvimento sustentável, a Reserva Mamirauá, de mesmo nome e a reserva Amanã.






Tem que ter fé em Tefé




Cheguei em Tefé por volta das nove da noite, o porto era uma balsa na beira de uma praia que, naquela época do ano, se formava devido ao período de seca dos rios amazônicos. Estava bem escuro e havia uma longa faixa de areia que me deixou um tanto apreensivo em seguir até a cidade sozinho. Estava com toda a minha vida na mochila e o Zé que me receberia na cidade não atendia as minhas ligações. Tá certo, eu meio que vim de surpresa.


Resolvi ajudar uma garota a carregar sua mala pra puxar assunto e pegar umas dicas de como eu poderia me localizar por ali. Ela me falou sobre uma praça onde se pode abrir o computador e usar a internet a vontade. Chegando por lá, parei do lado de uma bombonzeira e puxei o note da bolsa, infelizmente o facebook minha esperança de encontrar o zé online, demorou praticamente um minuto pra abrir a página incial e… eu abri o meu notebook no meio de uma praça escura de uma cidade no interior do Amazônas!?

Antes de dizer que fui num cyber e consegui me comunicar com zé, tenho que falar sobre a primeira coisa que me impressionou aqui em Tefé. Apesar de lenta, a prefeitura oferece internet gratis em algumas praças da cidade onde muitas pessoas acessam a rede com seus notebooks sem problema algum. Aliás, notebooks e smartphones já são muito comuns por aqui.

Tirando algumas brigas de bar e “galerosos”, os malandros locais,  que fazem aqui e ali uma arruaça, Tefé é uma cidade super pacífica e com certeza, um exemplo pra muitos outros municípios. Aqui só não dorme de janela aberta quem tem ar-condicionado e a casa do meu amigo, por exemplo, nem tranca tem (?) Realmente, todos que conheci aqui parecem estar muito certos quanto a tranquilidade do local. Fico feliz de encontrar lugares assim e me sentir livre pra andar com as minhas coisas sem medo. Ponto pro Amazônas!